DIAMANTINA NÃO TERÁ FESTIVAL DE INVERNO NESTE ANO.

Fonte: Divirta-se (clique aqui)

FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG PASSA A SER REALIZADO EM BH ESTE ANO.
EVENTO ACONTECE NO CAMPUS PAMPULHA COM O OBJETIVO DE ESTREITAR A RELAÇÃO DA UNIVERSIDADE COM A CAPITAL
Decisão da gestão anterior, que será cumprida pela recém-empossada, o Festival de Inverno da UFMG está de volta a Belo Horizonte, entre os dias 18 a 26 de julho, no câmpus Pampulha. O evento retorna à capital depois de edições em Ouro Preto, onde estreou em 1967, e Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, onde vem sendo realizado desde 2000, além de eventos em outras cidades mineiras, como São João del-Rei, Poços de Caldas, Cataguases, Tiradentes e Brumadinho.
A afirmação é da vice-reitora Sandra Regina Goulart de Almeida, ao lembrar que seria praticamente impossível não acatar tal decisão diante da realização da Copa do Mundo no Brasil, em junho, que geraria dificuldades para promover o evento em Diamantina, que fica a 292 quilômetros de BH. “Vamos aproveitar para resgatar o sentimento e o encontro da UFMG com sua comunidade logo depois da Copa, atendendo ao desejo de pensar inclusive outras formas de fazer o festival”, acrescenta o vice-reitora.
Apesar da existência de outros espaços na capital (Centro Cultural, Conservatório e Espaço do Conhecimento UFMG), a intenção da universidade é concentrar a programação no câmpus Pampulha. Segundo a diretora de ação cultural, Leda Martins, a decisão de levar a 46ª edição do festival para o espaço também será uma forma de explorar territorialidade alternativa, capaz de atrair não só estudantes, mas toda a comunidade.
“A Pampulha é onde habita grande parte de nossa vida e a oportunidade de levar os participantes a usufruírem disso é imperdível”, comemora Leda Martins, que vê no festival nova perspectiva de diálogo do câmpus com a comunidade. Outro motivo de comemoração da diretora de ação cultural da UFMG é a constatação de que a nova concepção do Festival de Inverno vai fechar uma trilogia sob a coordenação-geral e curadoria do professor César Guimarães.
“O professor César estreou uma concepção diferenciada, explorando saberes advindos dos povos indígenas e negros no festival”, relata Leda Martins. “É a oportunidade de explorar a variedade com as quais nós nem sempre interagimos”, justifica a diretora, lembrando que a receptividade à novidade, em Diamantina, foi grande.
“É uma forma de o festival buscar outras academias de produção do saber”, aposta Leda Martins, que, recorrendo ao pensador francês Roland Barthes (autor de O prazer do texto), admite ser esta uma forma de aliar o saber ao sabor. Não por acaso, segundo ela, uma das propostas da coordenação do festival é a realização de banquetes com culinária alternativa. “É uma proposta muito inclusiva, que se enquadra perfeitamente diante do tema do festival, que é o bem comum”, avalia Leda.

Três eixos De acordo com o professor César Guimarães, três grandes eixos permanecerão na concepção do festival, que busca realçar o saber das culturas afrodescendentes, indígenas e urbanas. “Somos uma casa que dá hospitalidade a estes outros saberes, artes e práticas, além de outros sujeitos”, esclarece o coordenador-curador, admitindo que, muitas vezes, a UFMG esteve distante desses saberes e sujeitos.
Realizado em três faixas de programação –, manhã, tarde e noite – o Festival de Inverno da UFMG promoverá, na primeira faixa, encontros transdisciplinares entre os participantes do evento e convidados; atividades à tarde dos grupos de trabalho (GTs), que, na prática, são as antigas oficinas; e, finalmente, um conjunto de exibição de cinema, no início da noite, em vários pontos do câmpus Pampulha, seguida de apresentações artísticas – música, teatro e performances.
Com a agenda de convidados ainda sendo fechada, César Guimarães não pode antecipar as principais atrações do 46º Festival de Inverno da UFMG. No entanto, garante que a afinidade com os três grandes eixos do evento será distribuída em um conjunto importante de atividades. A julgar pela existência de 35 grupos de trabalho (GTs), ele adianta que mais de 30 atividades diferenciadas serão promovidas no câmpus Pampulha, onde, além dos já tradicionais shows, espetáculos teatrais e oficinas, haverá banquetes, caminhadas, passeios de bicicleta, encontros temáticos interdisciplinares e debates.

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